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quinta-feira, 19 de maio de 2011

São Paulo tem serviço especializado para atender as vítimas de bullying


No interior do estado, há estudante sendo punido por esse tipo de violência.
Uma escola pediu a transferência de 11 adolescentes para outros colégios.

O bullying, a agressão física ou verbal a crianças e adolescentes, preocupa professores e alunos. Em São Paulo, já existe um serviço especializado para atender as vítimas. No interior do estado, há tem estudante sendo punido por causa desse tipo de violência.
A medida foi drástica. A escola estadual na região de Sorocaba pediu a transferência de 11 adolescentes para outros colégios. Os estudantes fizeram um arrastão na hora do intervalo. Eles saíram dando socos e pontapés nos mais novos. Algumas crianças ficaram feridas.
“Minha amiga tomou uma rasteira e começaram a chutar ela”, diz a estudante.
“Tinha um monte de gente andando assim, um grupo de pessoas. Daí eles iam batendo em todo mundo que tinha pela frente. Não viam idade, não viam tamanho, não viam nada”, diz o outro estudante.
O bullynig, que é agressão física ou psicológica repetida, é um assunto cada vez mais comum entre os jovens. Em São Paulo, há um grupo de apoio psicológico aos adolescentes. Esse tema sempre está nos debates.
Os profissionais que lidam com esse tipo de caso dizem que os adolescentes dificilmente se abrem com os pais. Mas como notar o problema quando não há um pedido de ajuda? É preciso ficando atento ao comportamento dos adolescentes, que podem ficar mais agressivos ou podem se isolar. O rendimento escolar cai.
Falar sobre as ofensas e agressões pode ser mais fácil quando se está do outro lado da linha. Por isso, o telefone do disque adolescente de São Paulo toca a todo instante. Vinte por cento das ligações são problemas de relacionamentos nas escolas.
No disque adolescente, eles recebem a orientação de médicos e assistentes sociais. As meninas são as que mais procuram o serviço.
”Muitos adolescentes que não têm óculos nem roupas de marca já nos revelaram que roubam para poder aparecer com a bolsa ou com a camiseta de marca. Muitas vezes os adolescentes choram porque eles não têm determinada marca”, explica Albertina Duarte, coordenadora da Casa do Adolescente.
Os médicos dizem que o caminho é deixar o adolescente mais confiante. “A proposta é que a escola e a família incentivem os adolescentes a ter várias atividades, grupo de esporte, de cultura, teatro, música. Ele vai ter mais segurança. Mesmo que sofra bullying, ele vai poder dizer não é o que o grupo está dizendo e tem várias qualidades”, completa Albertina.
Especialistas consultados pelo Jornal Hoje dizem que nem sempre tirar o adolescente agressor da escola é a melhor solução. Ele precisa de orientação para não repetir os erros em outro lugar.

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